As duas novidades compartilham o mesmo motor de 398 cm³ e 42 cv, mas chegam às ruas com estilos, ergonomias e personalidades completamente diferentes. Preços partem de R$ 30.990.


A Triumph decidiu ampliar sua família de menor cilindrada no Brasil sem cair na armadilha de lançar duas motos com roupas diferentes e a mesma personalidade.
De um lado está a nova Tracker 400, inspirada nas motos que disputam corridas em ovais de terra. Do outro, a Thruxton 400, que resgata o espírito das tradicionais café racers britânicas.
As duas compartilham a mesma plataforma mecânica, mas interpretam o motociclismo por caminhos distintos: uma quer guidão aberto, cotovelos para fora e atitude urbana; a outra convida o piloto a se inclinar sobre o tanque e procurar a próxima curva.
No Brasil, a Tracker 400 tem preço sugerido de R$ 30.990, enquanto a Thruxton 400 chega por R$ 34.990. Os valores divulgados não incluem frete.
O mesmo coração, duas personalidades
Tracker e Thruxton utilizam o motor monocilíndrico TR-Series de 398 cm³, com refrigeração líquida, comando duplo no cabeçote e câmbio de seis marchas.

Foto: Divulgação/Triumph Motorcycles
Nessa nova configuração, o propulsor entrega 42 cv a 9.000 rpm e torque máximo de 37,5 Nm a 7.500 rpm. Segundo a fabricante, a evolução trouxe 5% a mais de potência máxima e maior disposição em rotações elevadas.
Na prática, a Triumph utiliza a mesma base para oferecer experiências diferentes.
A Tracker 400 aposta em uma postura mais aberta e ativa. A Thruxton 400 transforma esse conjunto em uma pequena esportiva retrô, com ergonomia mais inclinada e visual inspirado nas café racers que ajudaram a construir a imagem da marca.
Tracker 400: atitude de pista de terra para o asfalto
A Tracker 400 é a primeira motocicleta da fabricante britânica inspirada diretamente no universo do flat track.

O estilo aparece no tanque de linhas mais retas, na pequena carenagem sobre o farol, na capa do banco, na placa lateral com o número 400 e nos pneus Pirelli MT60 RS, que reforçam sua aparência robusta sem abandonar a proposta predominantemente urbana.
A posição de pilotagem também muda em relação à Speed 400.
O guidão é mais largo e mais baixo, enquanto as pedaleiras foram posicionadas para trás e para cima. O resultado é uma postura com os braços mais abertos e maior sensação de controle sobre a dianteira.





A suspensão dianteira utiliza garfo invertido de 43 mm, com 140 mm de curso. Na traseira, há monoamortecedor com reservatório externo e ajuste de pré-carga, oferecendo 130 mm de curso. A frenagem fica a cargo de um disco dianteiro de 300 mm, com pinça radial de quatro pistões e ABS.
Com o tanque abastecido, a Tracker pesa 173 kg. O assento fica a 805 mm do solo, e o tanque comporta 13 litros.
As opções internacionais de cores incluem Racing Yellow, Phantom Black e Aluminium Silver Gloss.
Thruxton 400: um nome histórico em uma moto mais acessível
Enquanto a Tracker olha para as pistas de terra, a Thruxton 400 procura inspiração nos cafés e nas estradas britânicas dos anos 1960.

Seu nome carrega uma longa relação com as café racers da Triumph e retorna agora em uma motocicleta de menor cilindrada, criada para aproximar esse estilo de um público mais amplo.
A semicarenagem dianteira, os guidões baixos, o tanque esculpido e a traseira curta criam uma silhueta esportiva sem apagar o desenho clássico.
Os semiguidões e as pedaleiras recuadas colocam o piloto em uma posição mais inclinada, enquanto o acerto de suspensão foi pensado para oferecer respostas mais rápidas e uma condução mais envolvente em curvas.





A Thruxton utiliza garfo invertido de 43 mm com 135 mm de curso e o mesmo monoamortecedor traseiro com 130 mm. Os freios também repetem o conjunto da Tracker, com disco dianteiro de 300 mm, pinça radial de quatro pistões e ABS.
Ela pesa 176 kg em ordem de marcha, tem assento a 795 mm do solo e tanque de 13 litros.
As cores apresentadas pela marca são Carnival Red, Pearl Metallic White com Storm Grey e Metallic Racing Yellow.
Como fica a família Triumph 400 no Brasil?
A chegada das novidades cria uma escada interessante dentro da gama nacional.
Da roadster urbana à café racer, conheça as cinco faces da plataforma Triumph 400 disponíveis no Brasil:





A Speed 400 permanece como porta de entrada, com preço sugerido de R$ 29.990. Logo acima aparece a Tracker 400 por R$ 30.990, seguida pela Scrambler 400 X, anunciada por R$ 31.990.
No topo da família ficam a Scrambler 400 XC e a nova Thruxton 400, ambas com preço sugerido de R$ 34.990.
Mais do que aumentar o catálogo, a Triumph passa a oferecer cinco interpretações diferentes de uma mesma plataforma.
Há uma roadster para o uso cotidiano, duas scramblers com diferentes níveis de preparação, uma flat tracker urbana e agora uma café racer compacta.


Qual delas faz mais sentido?
A resposta depende menos da ficha técnica e mais da personalidade de quem estará no guidão.
A Tracker 400 deve agradar quem procura uma moto urbana com postura ativa, visual pouco convencional e referências ao mundo das competições em pista de terra.
A Thruxton 400 conversa com quem prefere um desenho clássico, uma posição de pilotagem mais esportiva e uma motocicleta capaz de chamar atenção mesmo antes de o motor ser ligado.
As duas possuem o mesmo coração.
Mas, entre a terra imaginária da Tracker e o café racer da Thruxton, a Triumph encontrou duas maneiras bastante diferentes de fazer esse motor bater.