A Royal Enfield terá uma fábrica própria no Brasil a partir de 2027, ampliando sua operação industrial em Manaus (AM). A fabricante já monta motocicletas no país por meio de parceiros, mas passará a contar com uma estrutura própria para atender ao crescimento do mercado brasileiro.
O cronograma foi reforçado por Siddhartha Lal, presidente executivo da Eicher Motors, controladora da Royal Enfield. A empresa não revelou até o momento o valor do investimento nem a capacidade produtiva da nova unidade.
Brasil se torna mercado estratégico para a Royal Enfield
O movimento acompanha a rápida expansão da marca no país. O Brasil já é o maior mercado da Royal Enfield fora da Índia e o segundo maior da fabricante no mundo.
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Em 2025, foram cerca de 35 mil motocicletas vendidas no mercado brasileiro. A meta divulgada para 2027 é chegar a aproximadamente 50 mil unidades, reforçando a necessidade de maior capacidade local.
Produção continuará inicialmente no sistema CKD
A nova operação deverá começar com o sistema CKD (Completely Knocked Down), no qual conjuntos e componentes chegam desmontados ao Brasil para montagem local. Com o aumento dos volumes, a expectativa é ampliar gradualmente as etapas realizadas no país e o uso de componentes nacionais.
A Royal Enfield já utiliza esse modelo em Manaus. A primeira unidade CKD brasileira começou a operar em 2022, inicialmente com capacidade superior a 15 mil motocicletas por ano. Posteriormente, a empresa ampliou a estrutura local com uma segunda parceria de montagem.
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A chegada da fábrica própria representa, portanto, uma nova etapa da estratégia brasileira da fabricante, dando à Royal Enfield maior controle sobre produção, logística e capacidade de expansão no país.