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Benda confirma entrada no Brasil com Dafra e mostra sete motos em Interlagos

A chegada da Benda no Brasil está oficialmente confirmada em parceria com a Dafra. A fabricante chinesa fez sua apresentação ao público durante o Festival Interlagos Motos 2026, onde sete motocicletas foram colocadas em exposição. Apesar da confirmação da operação, a empresa ainda não definiu quais modelos formarão o primeiro portfólio nacional, nem preços ou data para o início das vendas.

A parceria coloca a Dafra como responsável pela operação comercial da Benda no país. A empresa brasileira já trabalha com a taiwanesa SYM e informou que os modelos da nova marca ainda passam por processos de avaliação e homologação.

Sete motos da Benda são apresentadas no Brasil

A seleção levada a Interlagos mostra principalmente a aposta da Benda no segmento custom, mas com soluções mecânicas pouco convencionais.

Os sete modelos expostos são Chinchilla 350 V2 Automatic, Chinchilla 500 V2, Dark Flag Commander V4, LFC 700 Pro, Napoleonbob 500 V2, Napoleonbob 250 V2 e Rock 300 V2. Por enquanto, a presença dessas motocicletas no Festival não significa que todas serão comercializadas no Brasil.

A Dafra utiliza o evento também para avaliar os produtos antes de definir quais farão parte efetivamente da gama brasileira.

Chinchilla 350 combina motor V2 e câmbio automático

Entre as motos que mais chamam atenção está a Chinchilla 350 CVT, uma custom equipada internacionalmente com motor V2 e transmissão continuamente variável.

Benda Chinchilla 350 CVT em vista lateral.
Chinchilla 350 CVT combina motor V-Twin com transmissão automática CVT, dispensando embreagem e trocas manuais de marcha. Foto: Divulgação/Benda

Na prática, a proposta elimina embreagem e trocas manuais de marcha, algo incomum entre motocicletas custom. A própria Benda apresenta o modelo globalmente como uma cruiser V-Twin com transmissão CVT.

A combinação também é um dos produtos destacados pela Dafra durante a apresentação brasileira da marca.

Dark Flag aposta em motor V4

Outro destaque é a Dark Flag Commander 500, construída em torno de um motor de quatro cilindros em V.

Na configuração internacional, o V4 tem aproximadamente 496 cm³, refrigeração líquida e transmissão final por correia. A arquitetura é especialmente incomum nessa faixa de cilindrada e ajuda a diferenciar a Benda entre as fabricantes que disputam o segmento custom.

Benda Dark Flag 500 Commander em vista lateral dianteira.
Dark Flag 500 Commander utiliza uma incomum arquitetura V4 entre as motocicletas de média cilindrada apresentadas pela Benda. Foto: Divulgação/Benda

Como ainda não existe ficha técnica brasileira definitiva, especificações internacionais servem apenas como referência até a homologação dos modelos destinados ao país.

LFC 700 Pro leva proposta custom ao extremo

A LFC 700 Pro é outro modelo que dificilmente passa despercebido. A power cruiser utiliza motor de quatro cilindros em linha e chama atenção principalmente pelo desenho alongado e pelo enorme pneu traseiro.

No exterior, a própria Benda destaca elementos como entre-eixos de 1.720 mm, pneu traseiro de 300 mm e suspensão pneumática de duas câmaras.

Novamente, a apresentação em Interlagos não representa confirmação de que a LFC 700 Pro estará entre as primeiras Benda vendidas no Brasil.

Quando começam as vendas da Benda no Brasil?

Essa ainda é a principal pergunta sem resposta.

A Dafra confirmou que trabalha na implantação da Benda e no processo de homologação das motocicletas, mas não anunciou uma data para o início das vendas nem preços para o mercado brasileiro. A empresa também ainda precisa definir quais modelos serão escolhidos para estrear comercialmente no país.

A rede destinada à Benda também está em estruturação. Segundo informações obtidas pelo MOTOO com a Dafra, a previsão é de lojas próprias da marca, muitas delas instaladas próximas às concessionárias SYM, mas com estrutura independente.

Por enquanto, portanto, Interlagos funciona como a estreia oficial da Benda diante do motociclista brasileiro. A confirmação da parceria está feita; os próximos passos serão conhecer quais motos chegarão primeiro, quanto custarão e quando efetivamente estarão disponíveis nas concessionárias.

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